Este artigo tem por objetivo oferecer uma leitura do significado das dimensões conectivas e ecológica do “comunitarismo” contemporâneo a partir da identificação dos elementos caraterizantes das arquiteturas informativa reticulares. Elementos estes que apontam para a emergência de uma nova dimensão do social na qual os elementos tecnológicos, humanos e ambientais adquirem suas dimensões e formas, somente enquanto conectados, segundo suas atividades agregativas. Apresentando os conceitos de “comunitarismo”, “bens comuns”, “identificações”, “ator-rede”, “tecno-ator”, “dispositivos de conectividades”, “atopia” e “ato conectivo”, este artigo propõe algumas chaves de leitura das ecologias associativas contemporâneas e do “comum digital”, decorrentes da difusão do social network e das redes sociais digitais.

Disputa inútil entre # prayforparis e # prayformariana revela dinamismo da nova organização social em rede ...

SER REDES: O FORMISMO DIGITAL DOS MOVIMENTOS NET ATIVISTAS

Os movimentos sociais on line que nos últimos anos, depois do advenmto da web 2.0 das redes... constituem como um desafio teórico para os estudos relativos á função social da comunicação e aos papeis sócias dos meios.

 

REDES SOCIAIS DIGITAIS, EPISTEMOLOGIAS RETICULARES E A CRISE DO ANTROPOMORFISMO SOCIAL

 

O advento das redes sociais digitais e as suas implicações para as transformações das nossas sociedades nos desafiam a buscar novas teorias interpretativas capazes de narrar o dinamismo contemporâneo. Para entender a profundidade das transformações decorrentes da difusão das redes digitais é necessário interpretar a lógica reticular a partir não somente de uma perspectiva comunicativa, mas no interior de uma mudança maior que torna possível a compreensão das arquiteturas reticulares como uma ruptura epistêmica que acontece em diversos campos do conhecimento. Este breve ensaio baseia-se, portanto, na tentativa de refletir, diante desse fenômeno qualitativo, de que maneira seria possível desenvolver um pensamento social reticular.

 

NET-ATIVISMO E ECOLOGIA DA AÇÃO EM CONTEXTOS RETICULARES

As culturas ecológicas contemporâneas, as práticas de sustentabilidade, os movimentos de ativismo digital que marcaram a primavera árabe e os protestos continuados em todas as latitudes através de formas de conflitualidade realizadas mediante as interações com social_ networks, são as expressões de um novo tipo de ação social, não mais direcionada ao externo, nem apenas resultante de práticas provocadas por um condicionamento informativo ou técnico. Este trabalho tem por objetivo discutir esse novo tipo de ação, indicado aqui por “net-ativismo”, o conjunto de ações colaborativas que resultam da sinergia entre atores de diversas naturezas - pessoas, circuitos informativos, dispositivos, redes sociais digitais, territorialidades informativas - apresentando, segundo esta perspectiva, como a constituição de um novo tipo de ecologia (eko-logos) não mais opositiva e separatista, mas expandido às demais entidades técnicas, informativas, territoriais, de forma reticular e conectiva.

DO SOCIAL PARA AS REDES

Prestes a partir para uma expedição militar, vestidos com suas armaduras e reunidos numa  cerimônia, os soldados atenienses recebiam em forma solene a seguinte invocação “por onde irão, serão polis!”. Portadores dos valores da democracia, os antigos guerreiros gregos foram os pioneiros inconscientes daquele processo milenar que levou o ocidente a exportar para o mundo seus modelos sociais, seus valores, seus deuses, atravessando mares, vencendo distâncias e conquistando povos e terras, mas sem jamais encontrar alguém.

TECNOLOGIAS COMUNICATIVAS, ESFERA PUBLICA E MÍDIAS NATIVAS

Em seguida à difusão de telescópios no espaço por meio de satélites que os elevaram em órbitas distantes ou até mesmo em outros planetas, nos últimos anos, continuamos a receber imagens extraterrestres, isto é, imagens do nosso sistema solar captadas por perspectiva não mais terrena, mas extra-planetária e meta-geográfi ca. O primeiro resultado foi a mudança da concepção da grandeza e da ordem dos planetas em volta do sol e a rediscussão da sua mesma conformação. Como na época do telescópio de Galileu Galilei, a relação entre ciência, conhecimento e técnica e instrumentos de observação resulta a um olhar histórico, incindível. Como confirmado pela relatividade de Einstein, pelo princípio de indeterminação de Heseinberg, a ciência e o conhecimento desenvolvem-se a partir de alterações de percepções provocadas pela introdução de novos instrumentos tecnológicos que nos oferece visões e “imagens de mundo”, segundo a defi ni ção oferecida por Heidegger.

MARSHALL McLUHAN, O HUMANISMO TECNOLÓGICO E AS FORMAS COMUNICATIVAS DO HABITAR

Este artigo aborda duas importantes características do pensamento e da obra de Marshall McLuhan: a sua concepção de humanismo, articulada ao conceito de extensão e de eletricidade, e a sua análise sobre a influência da mídia na condição habitativa. Partindo do seu conceito de aldeia global e da sua ideia de cidade como “extensão dos mecanismos corporais de controle térmico”, encontramos elementos suficientes para a construção de uma outra perspectiva de humanismo, não mais ontológica e autocentrada, mas relacional e em diálogo com as tecnologias, os meios de comunicação e as territorialidades atravessadas pelos circuitos informativos.

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